Encerrada a greve estudantil da USP, a principal preocupação da universidade passa a ser a recomposição do semestre letivo, afetado por mais de seis semanas de paralisação.

Em entrevista à Folha, o reitor Aluisio Segurado afirmou que deverá haver reposição de aulas durante o período originalmente reservado às férias de julho, enquanto eventuais mudanças mais amplas no calendário ainda serão discutidas pelo Conselho de Graduação.

"O que deve nos preocupar agora é o que fazer com a formação dos nossos estudantes neste momento", disse.

Segundo ele, unidades já apresentaram à Pró-Reitoria de Graduação propostas de ajustes para reduzir os impactos da paralisação sobre os alunos. "Haverá reposição; provavelmente haverá um avanço das atividades para o período que seria das férias de julho, para conseguir fazer uma reposição de conteúdos fundamentais e todo um ajuste."

Apesar da sinalização, a universidade ainda não definiu oficialmente como ficará o calendário acadêmico. A discussão deverá ocorrer nos órgãos colegiados da instituição.