O reitor da USP, Aluísio Segurado, afirma que ceder às demandas estudantis dificilmente teria encerrado a greve em vigor na universidade desde abril. Para ele, a mobilização está ligada a interesses eleitorais no estado, não apenas à insatisfação dos discentes.
Segundo o professor, em seu primeiro semestre como mandatário, essa percepção surgiu ainda nas primeiras rodadas de negociação, quando já havia sido anunciada uma manifestação até o Palácio dos Bandeirantes. O ato foi organizado por entidades estudantis para pressionar o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) por mais investimentos no ensino superior público de São Paulo.
"No dia 19 de abril, quando as demandas estudantis estão sendo trazidas, já me dizem que o movimento tem que estar mobilizado para, no dia 20 de maio, marchar até o Palácio dos Bandeirantes", afirmou à Folha. "Fiquei com a sensação de que quaisquer coisas tratadas ao longo dessas conversas dificilmente levariam a uma interrupção [da greve]."
Nesse contexto político, avalia Segurado, o movimento extrapolou pautas ligadas à vida universitária e passou a incorporar reivindicações alheias à administração da USP, como o fim da escala de trabalho 6x1 e manifestações relacionadas ao conflito entre Israel e Palestina.















