O governo de Lula (PT) espera reverter o veto da União Europeia à carne brasileira por meio de negociação, mas não descarta reagir com medidas de reciprocidade se o Brasil "não for tratado como parceiro", diz o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua.
"Tudo no comércio internacional é uma via de mão dupla. A gente espera ser bem tratado pelos europeus para também continuar tratando os europeus bem", afirma Rua ao C-Level Entrevista, videocast da Folha.
As declarações foram dadas dias antes de a UE (União Europeia) oficializar o veto à carne brasileira por descumprimento de regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A decisão foi publicada pelo bloco na sexta-feira (5).
Ao comentar o potencial impacto no comércio da decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o secretário se limitou a dizer que o Ministério da Agricultura trabalha para manter a relação estratégica com os americanos.
"Estamos preocupados em fazer com que os fluxos comerciais continuem funcionando entre as nossas partes; que os nossos certificados sanitários e fitossanitários, e todas as questões de regulamentação aconteçam como sempre aconteceram com os Estados Unidos", afirma.












