Medida atingirá, em setembro, categorias como bovinos, aves, aquicultura, mel e tripas O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/06/2026 - 18:56 Governo Lula negocia com UE para manter exportação de carne brasileira O governo Lula intensifica negociações com a União Europeia, após a decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar categorias como bovinos e aves devido a novas regras sanitárias sobre antimicrobianos. O Itamaraty busca garantir que o Brasil continue exportando antes da medida entrar em vigor em setembro. A União Europeia afirma que não recebeu informações suficientes do Brasil para comprovar o cumprimento das exigências. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Itamaraty tem intensificado as conversas com a União Européia diante da decisão formalizar a retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender determinados animais e produtos de origem animal ao bloco sob as novas regras sanitárias para uso de antimicrobianos. Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o comissário de comércio da União Européia, Maroš Šefčovič, e tratou da necessidade de que as comunicações do bloco com o Brasil sejam mais fluídas no atual fase de implementação do acordo com o Mercosul. De acordo com integrantes do governo brasileiro, a formalização feita pela União Européia em relação à carne brasileiro neste sábado já era esperada, pois estava sendo tratada no nível técnico. A medida foi publicada no Diário Oficial da União Europeia e passa a valer em 3 de setembro. O governo brasileiro pretende atuar até lá para que a carne brasileira não deixe de ser comprada pelo bloco. Na prática, se o país não voltar a ter a marcação até setembro, exportações brasileiras de algumas categorias poderão ser barradas no mercado europeu. O regulamento cita a retirada da autorização para: bovinos;equinos;aves;aquicultura;mel;tripas. Essas categorias apareciam com um “X” na lista anterior, sinal utilizado pela União Europeia para indicar os países que apresentaram garantias de cumprimento das regras. No novo regulamento, a Comissão Europeia afirma que não recebeu do Brasil informações suficientes para comprovar que as medidas exigidas serão cumpridas até setembro. A exigência europeia está ligada ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As regras do bloco proíbem, para produtos exportados à União Europeia, o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou para aumento de rendimento, além de medicamentos reservados ao tratamento de infecções em humanos. A decisão não significa, pelo texto europeu, que tenha sido identificada irregularidade em uma carga específica de carne brasileira. O ponto central é documental e sanitário: a Comissão Europeia diz não ter recebido garantias de que o Brasil implementou as medidas necessárias para atender às novas exigências.