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A União Europeia confirmou o veto à importação de carne bovina, carne de frango e outros produtos de origem animal do Brasil. A medida passa a valer em 3 de setembro e atinge, além das carnes de boi e frango, o pescado e o mel.O documento foi assinado na quinta-feira (4) e publicado na sexta-feira pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, formalizando a decisão que havia sido anunciada pelo bloco em maio.Com a medida, a UE retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as exigências europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. Esses medicamentos são usados para prevenir e tratar infecções em animais, mas a legislação europeia proíbe a utilização de determinadas substâncias para acelerar o crescimento de rebanhos ou aumentar a produtividade. O bloco também veta o uso de antibióticos usados no tratamento de infecções humanas. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.A decisão de retirada havia sido tomada em 12 de maio, mas havia espaço para que o Brasil apresentasse novas garantias de atendimento ao protocolo sanitário europeu. Agora, a Comissão Europeia diz que confirmou sua percepção de que o governo brasileiro não adotou medidas, apesar de não ter havido identificação de carne contaminada ou de algum surto sanitário."A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos", afirma o regulamento europeu.O regulamento aponta que o Brasil foi o único país retirado da lista por esse motivo. Enquanto o Brasil perdeu a autorização para exportar seus produtos de origem animal, outros países conseguiram manter o canal aberto de exportação.