A União Europeia retirou, nesta terça-feira 12, o Brasil de uma lista de países autorizados a continuar exportando carne para o bloco. O ato ocorre sob novas regras de controle do uso de antibióticos na pecuária, que entrarão em vigor em setembro.
A relação também tem Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai. Segundo a UE, os países excluídos, como o Brasil, não forneceram ao bloco as garantias quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na pecuária.
Apesar disso, autoridades do bloco indicaram que a lista poderá ser atualizada caso o governo brasileiro responda às solicitações pendentes. A medida acontece em meio à pressão de agricultores europeus e de países como a França após o início, em caráter provisório, do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.
“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, alegou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.
As normas europeias proíbem o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas.














