Sede do Ministério do Trabalho e o da Previdência Social, no Distrito Federal — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Dias antes de os EUA questionarem a capacidade do Brasil de combater o trabalho forçado e de o Congresso avançar no debate sobre o fim da escala 6x1, o Ministério do Trabalho encaminhou ao Ministério da Gestão um pedido para convocar candidatos aprovados no concurso de Auditor-Fiscal do Trabalho. O ofício, enviado em 29 de maio, busca recompor um quadro considerado insuficiente para fiscalizar as relações de trabalho no país. A solicitação ganha peso diante dos dois temas que passaram a dominar o debate trabalhista nas últimas semanas: a cobrança internacional por mecanismos mais eficazes de combate ao trabalho análogo à escravidão e a necessidade de fiscalização para fazer cumprir eventuais mudanças na jornada de trabalho. Parlamentares que defendem o fim da escala 6x1 também passaram a pressionar pela convocação dos aprovados. Entre eles estão o vice-líder do governo na Câmara, Alencar Santana Braga (PT-SP), e o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da proposta. Hoje, o Brasil tem pouco mais de 2.600 auditores-fiscais do trabalho em atividade — menos da metade dos cerca de 5.400 recomendados pelos parâmetros da Convenção 81 da OIT. Nos últimos dois anos, esta já é a quarta solicitação formal do Ministério do Trabalho ao Ministério da Gestão para ampliar o efetivo da fiscalização. Parlamentares, centrais sindicais, entidades representativas e integrantes da Justiça do Trabalho também vêm cobrando a medida.
Antes do tarifaço dos EUA, Ministério do Trabalho pediu reforço de auditores para fiscalização
Antes do tarifaço dos EUA, Ministério do Trabalho pediu reforço de auditores para fiscalização












