O Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos sugeriu ao presidente Donald Trump, nesta quarta-feira 3, a adoção de uma sobretaxa de 12,5% contra produtos brasileiros devido a supostas falhas no combate ao trabalho forçado.

A pasta, comandada pelo embaixador Jamieson Greer, propõe a tarifa de 12,5% a 54 países e defende uma taxa de 10% contra parceiros comerciais que, segundo o USTR, já impuseram um regime parcial de proibição à importação dessas mercadorias ou se comprometeram a fazê-lo por meio de um acordo de comércio.

Diz o documento sobre o Brasil:

“Nas seções III.A.7 e III.B.7, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) constatou que o Brasil não impôs nem aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado. Na seção IV, constatamos que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é irrazoável. Na seção V, constatamos que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado onera ou restringe o comércio dos EUA”.

Segundo o USTR, embora o Brasil tenha assumido o compromisso de não comprar itens produzidos com trabalho forçado, “essas disposições não proíbem legalmente a importação”.