Estamos acertados que somos todos turistas, não é mesmo? Saímos de casa para viajar, seja de carro, ônibus, trem, barco, avião e até a pé. Seja de mochila nas costas ou com malas de grife com rodinhas indestrutíveis, tu és turista.
Não tome isso como uma acusação. Só reforço aqui o que afirmei no nosso último encontro. Que a frase mais besta que alguém pode dizer numa viagem é "eu não sou um turista como os outros". Especialmente quando dita com a soberba de quem acha que a experiência num jato particular vale mais do que a de um busão com karaokê e um bando de gente cantando o sucesso de Tayrone: "Edilene, desce desse pole dance, Edilene!"Dito isso, acrescento que mesmo dentro dessa categoria única, temos nossas distinções. Somos, é claro, humanos, indivíduos com características próprias. E agora, na recente passagem por Roma, tive uma epifania sobre o que nos faz ser diferentes quando viajamos.
Ela me veio quando passava de carro pelo monumento a Vittorio Emanuele, no centro histórico da cidade. Eu cantava alto uma música que ouvi na minha primeira passagem pela cidade, "Vacanze Romane", do Matia Bazar.
Tinha acabado de sair de uma loja incrível, Emporio Centrale, onde você encontra presentinhos retrô repaginados para o viajante moderno. Eufórico (mais uma vez) com a beleza de Roma, a caminho para comer um belo carbonara, puxei o refrão da canção e cantávamos felizes quando o carro parou diante de uma multidão.















