As recentes declarações feitas durante a abertura da Fit (Feira Internacional do Turismo do Pantanal) evidenciam um problema que vai além de um episódio isolado ou de um político querendo chamar a atenção.

Elas expõem uma fragilidade histórica do turismo brasileiro: a insistência em tratar um dos setores mais estratégicos da economia nacional como extensão das disputas políticas partidárias e ideológicas do momento.

O turismo não é de direita nem de esquerda. É uma atividade econômica, social e cultural que depende da convivência entre diferentes, do acolhimento e da capacidade de gerar desenvolvimento nos territórios.

Sua matéria-prima é a diversidade. Seu principal ativo é a hospitalidade. É nesse encontro que geramos a transformação positiva que precisamos. Porque afinal, só cuidamos do que amamos, e só amamos o que conhecemos.

Por isso, qualquer tentativa de instrumentalizar o turismo para fins ideológicos empobrece o debate e desvia o foco do que realmente importa: planejamento, qualificação, investimentos, infraestrutura, inovação e sustentabilidade.