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A se confirmar a aplicação do novo tarifaço de 25% sobre a importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o principal prejudicado será o estado de São Paulo, avalia o economista Paulo Gala, professor da FGV.
Em entrevista a CartaCapital, Gala explicou que, ao contrário das exportações do Brasil para a China, amplamente baseadas em commodities como minério de ferro e soja, as vendas para os Estados Unidos contemplam bens manufaturados, como autopeças — ou seja, produtos avançados.
“O problema das tarifas americanas é que elas reforçam a primarização da balança comercial brasileira. Continuaremos a ter superávits robustos, mas cada vez mais ‘comoditizados’, baseados em commodities”, projetou o economista. “Isso machuca especialmente o estado de São Paulo, que é o grande estado de exportações industriais do Brasil.”
O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é aliado da família Bolsonaro, cujos integrantes não hesitaram em defender, especialmente em 2025, a aplicação de sanções contra o Brasil — o que se converteu em um “tiro no pé” do ponto de vista político.













