Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova trégua no Líbano, Israel manteve os ataques no sul do país. Segundo o Ministério da Saúde libanês, bombardeios mataram 4 pessoas e feriram outras 127, entre eles 39 funcionários de uma unidade de saúde, na cidade de Tiro.

O anúncio da trégua, portanto, teve pouco efeito prático sobre a evolução do conflito, que completou três meses nesta terça-feira (2). Em Beirute, o sobrevoo constante de drones israelenses manteve moradores em estado de alerta. No sul, ataques aéreos atingiram uma série de cidades e vilarejos. O Exército israelense chegou a ordenar o esvaziamento do município de Nabatiyeh antes de novas ofensivas.

Embora o Hezbollah não tenha anunciado operações militares, as Forças Armadas israelenses disseram ter interceptado dois projéteis lançados do Líbano em direção a Israel. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reforçou o tom das ameaças ao dizer que, caso as comunidades de seu país próximas à fronteira continuassem sendo atacadas, os subúrbios ao sul de Beirute também voltariam a ser alvo de bombardeios.

A incerteza tem impactado a população civil. Faten Al-chehime, moradora de um subúrbio ao sul da capital libanesa, disse que precisou abandonar sua casa novamente após os alertas emitidos por Israel na segunda (1º). Ela havia retornado ao local apenas duas semanas antes.