Israel atacou o sul do Líbano, nesta quinta-feira 4, e afirmou que se reserva o direito de bombardear Beirute, horas depois de um acordo de cessar-fogo ter sido anunciado em Washington, condicionado à “cessação completa” dos ataques do Hezbollah.

A situação nesta frente afeta as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que exige a cessação das hostilidades no Líbano como pré-requisito para um acordo que ponha fim à guerra regional que eclodiu em fevereiro.

Até o momento, o grupo xiita pró-Irã Hezbollah não reagiu ao acordo anunciado ao fim das negociações mediadas pelos EUA entre o Líbano e Israel, países que não mantêm relações diplomáticas.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira que o acordo de trégua dá ao seu exército a “liberdade” de atacar Beirute caso o Hezbollah ataque comunidades em Israel e reiterou que as operações no sul do Líbano continuarão.

Foi precisamente nessa região que a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) anunciou, na manhã desta quinta-feira, que um soldado da paz foi morto e outros dois ficaram feridos em um bombardeio que atingiu sua base na noite de quarta-feira.