"Israel e o Líbano concordaram em implementar um cessar-fogo", que estará condicionado à "cessação total dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os membros do Hezbollah da área ao sul do rio Litani", afirma a declaração assinada pelas três partes envolvidas nas negociações. Segundo a imprensa americana, Trump adotou um tom de reprovação em sua conversa com Netanyahu. Nesta quarta, o republicano admitiu ter chamado o premiê de "louco" na segunda-feira. Os ataques de Israel ao território libanês eram constantemente criticados pelo Irã. Teerã chegou a declarar que não assinaria um acordo de paz para encerrar a guerra com os EUA caso Israel seguisse com as operações no país vizinho. Em março, depois de ataques do Hezbollah com foguetes ao norte de Israel, forças israelenses invadiram o sul do país e ocuparam militarmente uma faixa de cerca de 10 km. Centenas de milhares de libaneses deixaram suas casas devido ao conflito. Colunas de fumaça se elevam do sul do Líbano após ataques israelenses em Nabatieh, Líbano, em 25 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer Netanyahu, por sua vez, disse que, em sua conversa com Trump, ele disse que voltará a atacar alvos em Beirute caso o Hezbollah não cesse seus ataques. Ele também disse que as forças armadas do país seguirão a funcionar "normalmente" no sul do Líbano — uma faixa de cerca de 10 km do sul do país segue ocupada por tropas de Israel desde março. Trump fala durante reunião de gabinete na Casa Branca — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei, comentou a ampliação das operações israelenses em território libanês e disse que o fim dos ataques é essencial para as negociações de paz: "Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo destinado a acabar com a guerra". Esmaiel Baghaei — Foto: REUTERS Na rede social X, o principal negociador do Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, também fez críticas ao governo Trump: "O bloqueio naval imposto pelos EUA e a escalada dos crimes de guerra no Líbano por Israel são evidências claras do descumprimento do cessar-fogo pelos EUA". O programa nuclear iraniano, principal ponto de divergência entre os dois países, não faz parte, no momento, das negociações em curso com os Estados Unidos que pretendem acabar de maneira duradoura com a guerra no Oriente Médio, segundo o Ministério das Relações Exteriores. "Não aconteceu nenhuma negociação sobre os detalhes do dossiê nuclear. Nesta etapa, nossa prioridade é encerrar a guerra", afirmou Baghaei, depois que o presidente americano Donald Trump declarou ter obtido garantias do Irã de que não desenvolverá armas nucleares.