Drones israelenses mataram oito pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira, enquanto o Hezbollah afirmou ter disparado mísseis antitanque contra tropas israelenses que avançaram na região. A nova troca de ataques ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que os dois lados haviam concordado em reduzir as hostilidades, em uma tentativa de manter vivas as negociações para encerrar a guerra contra o Irã. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), controlada pelo governo, informou hoje que um ataque de drone israelense atingiu um carro na estrada que liga as cidades de Marjayoun, no sul do país, e Nabatiyeh, matando um homem e seus filhos - um menino e uma menina. Em paralelo, o Exército libanês informou que dois soldados ficaram levemente feridos após um drone atingi-los em uma estrada nos arredores de Marjayoun. Além disso, um drone lançado contra a aldeia de Jibchit matou dois sírios que trabalhavam em um viveiro de plantas, informou a agência. Outro ataque, na aldeia vizinha de Toul, matou duas pessoas. Um terceiro atingiu um carro próximo à aldeia de Harouf, matando uma pessoa. Por sua vez, o Hezbollah afirmou que seus combatentes dispararam mísseis antitanque contra tropas israelenses que avançavam sobre a aldeia de Hadatha, no sul do Líbano, cerca de 7 quilômetros da fronteira com Israel. Sirenes soaram em várias áreas do norte de Israel, informou o Exército israelense em comunicado, acrescentando que um "alvo aéreo suspeito" foi identificado na região onde soldados operam no sul do país vizinho e que não houve registro de feridos. As novas hostilidades ocorreram após Trump ter anunciado que os dois lados haviam concordado em “cessar todos os disparos”, uma reação ao anúncio do Irã, por meio da agência estatal Tasnim, de que as negociações sobre o fim da guerra com os EUA estavam suspensas por causa dos ataques de Israel ao Líbano. Trump disse ontem desconhecer a interrupção das negociações e afirmou que as conversas com o Irã estavam avançando em um “ritmo acelerado”. Mas agiu nos bastidores para tentar impedir uma ofensiva contra os subúrbios de Beirute anunciada pelo governo de Israel, que fez milhares de pessoas deixarem a capital libanês e despertou a reação iraniana. No entanto, pouco depois do anúncio do presidente americano sobre a “cessação dos disparos”, Netanyahu ameaçou manter a ofensiva contra o Líbano, dizendo que a conversa com o Trump não o faria desistir de atacar o Hezbollah se cidades e cidadãos israelenses forem alvos de mísseis do grupo xiita libanês. "Nossa posição permanece a mesma", disse o premiê. "O Exército de Israel continuará operando conforme o planejado no sul do Líbano." As forças israelenses realizaram recentemente sua incursão mais profunda no Líbano em 26 anos, mas Beirute foi em grande parte poupada nas últimas seis semanas, exceto por dois ataques direcionados aos subúrbios do sul da cidade em maio. Os combates representam um grande obstáculo para o acordo em discussão para estender o cessar-fogo na guerra com o Irã, que começou após os EUA e Israel atacarem a República Islâmica em 28 de fevereiro. Teerã quer que qualquer acordo inclua um cessar-fogo completo no Líbano. A mais recente rodada de confrontos entre Israel e Hezbollah matou 3.433 pessoas no Líbano e deslocou mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com autoridades libanesas. Segundo o gabinete de Netanyahu, pelo menos 27 soldados israelenses e um contratado do setor de defesa morreram no sul do Líbano ou em áreas próximas. Dois civis também morreram no norte de Israel. As Forças Armadas de Israel informaram no fim da segunda-feira que um soldado foi morto no sul do Líbano. Acrescentaram que outros sete soldados ficaram feridos no incidente, três deles em estado grave. O uso, pelo Hezbollah, de drones guiados por fibra óptica e de difícil detecção tem causado baixas significativas às forças israelenses, que enfrentam dificuldades para responder à ameaça. 02/06/2026 07:57:37
Apesar de pressão de Trump, Israel e Hezbollah voltam a trocar ataques
Presidente americano afirmou que os dois lados concordaram em "cessar disparos" após Irã suspender negociações com os EUA acusando Israel de violar o cessar-fogo na região











