Líbano e Israel concordaram com a implementação de um cessar-fogo, segundo um comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado americano nesta quarta-feira (3), após negociações em Washington.

A trégua está condicionada ao fim definitivo de ataques por parte do grupo extremista Hezbollah, alinhado ao Irã, e à retirada de todos os seus membros da região ao sul do rio Litani, segundo o comunicado. Os dois países já haviam assinado um cessar-fogo no mês passado, mas as hostilidades continuaram.

"As duas partes concordaram, sob a orientação dos Estados Unidos, em avançar rapidamente na criação de zonas-piloto nas quais as Forças Armadas Libanesas assumirão o controle exclusivo do território, excluindo todos os atores não estatais", afirma o texto publicado pelo governo Trump.

O comunicado reitera que "os países reafirmaram que o futuro das relações" bilaterais "deve ser decidido pelos dois governos soberanos", rejeitando "qualquer tentativa, por parte de qualquer Estado ou ator não estatal, de manter o futuro do Líbano como refém". O texto reafirma que o Hezbollah é um inimigo comum aos três países.

Israel invadiu o Líbano em março em perseguição ao Hezbollah, que disparou através da fronteira em apoio a Teerã depois de Washington e Tel Aviv iniciarem a guerra contra o país persa em 28 de fevereiro.