Em uma coletiva de imprensa sobre um apelo feito pela ONU por ajuda humanitária para o país, o premiê afirmou: "Se me permitem dirigir algumas palavras ao Irã, é o seguinte: tenham misericórdia do nosso sul, parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca para melhorar os termos das suas negociações". O Líbano voltou a sofrer ataques aéreos de Israel desde o começo de março, quando o grupo extremista Hezbollah lançou mísseis contra o território israelense em retaliação ao começo da guerra no Irã, país que é seu aliado. "Esta guerra só terminará quando terminar também no Líbano. O fim da guerra no Líbano deve ser acompanhado pela retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, à emissora de TV libanesa Al Mayadeen. EUA anunciou acordo de cessar-fogo, mas confronto continua Destruição em Tiro, no sul do Líbano, após ataque israelense — Foto: REUTERS De acordo com a fonte, um dos ataques ocorreu nas proximidades do Hospital Jabal Amel, um dos três da cidade, e deixou quatro mortos e sete feridos. Uma agência bancária foi destruída e o hospital sofreu danos. O outro bombardeio matou três pessoas e feriu cinco, incluindo duas crianças, em um bairro residencial. Em comunicado oficial, o Exército israelense anunciou ataques contra o Hezbollah em três locais ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e ordenou a evacuação da população local. Nesta sexta-feira, após os ataques a Tiro, o presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, disse que concordaria com a retirada do grupo do sul do país se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam. Em declarações escritas distribuídas por seu gabinete, Berri criticou o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, considerando-o injusto e afirmando que deveria ter incluído um "cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar". Fumaça sobe do sul do Líbano após um ataque israelense nesta sexta (5) — Foto: REUTERS/Stringer "As negociações com Israel são vergonhosas. Só nos importamos com um cessar-fogo completo e a retirada de Israel do sul. Enquanto Israel estiver no Líbano, a resistência continuará". Os ataques israelenses no Líbano mataram 3.526 pessoas desde o início do conflito, em 2 de março, e deslocaram mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades. Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram no Líbano.