Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques nas últimas 24 horas, aumentando a tensão em torno das negociações para encerrar a guerra. Teerã atribuiu a lentidão das conversas às posições contraditórias de Washington e à continuidade dos ataques israelenses no Líbano, além de condicionar qualquer acordo de paz ao cumprimento do cessar-fogo no país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (1º) que os dois países ainda não chegaram a um acordo. "A outra parte está constantemente mudando suas posições e apresentando novas exigências ou demandas contraditórias", disse.

Baghaei também declarou que o regime considera as ações de Israel na região inseparáveis das ações dos EUA, reafirmando que qualquer acordo para encerrar o conflito deverá incluir a implementação da trégua no Líbano.

As declarações foram dadas após o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenar a retomada dos ataques aos subúrbios de Beirute, reduto do Hezbollah. Milhares de moradores fugiram da capital, congestionando as estradas, numa cena que virou rotina para parte dos libaneses desde o começo do conflito.

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) convocou uma reunião de emergência, a pedido da França, para discutir a situação no país. Embora Líbano e Israel tenham concordado com uma trégua em 17 de abril, o acordo nunca chegou a ser plenamente respeitado.