Um dia depois de Estados Unidos e Irã confirmarem um acordo para interromper o conflito no Oriente Médio, Israel voltou a bombardear nesta segunda-feira (15) redutos do grupo extremista Hezbollah no sul do Líbano. O cessar-fogo, já assinado virtualmente, segundo Washington, previa a interrupção de todos os ataques, inclusive em território libanês.
O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que a luta do país ainda não terminou e que vai manter tropas no Líbano. Em entrevista, ele disse que salvou Israel do perigo de "destruição nuclear" ao começar a guerra conjunta contra o Irã.
Os termos do acordo ainda não são conhecidos; a expectativa é que eles sejam anunciados na sexta (19), em cerimônia de assinatura na Suíça. Ainda há informações desencontradas: a Casa Branca, por exemplo, afirmou que navios já voltaram a passar pelo estreito de Hormuz e que o tráfego será gratuito; o regime dos aiatolás disse que o acordo prevê que Teerã cobre taxas de serviços das embarcações.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também declarou que o país ainda nutre "profunda desconfiança" em relação aos EUA.
O Café da Manhã desta terça-feira (16) O Café de hoje discute se dá pra confiar no acordo anunciado por EUA e Irã. O podcast ouve o historiador Andrew Patrick Traumann, professor de história das relações internacionais na UniCuritiba e autor de livros sobre o Irã.









