Sete pessoas morreram em ataques aéreos de Israel realizados contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, durante a noite desta quinta-feira (4), apesar do anúncio de uma trégua no conflito, segundo uma fonte da Defesa Civil libanesa. De acordo com a fonte, um dos ataques ocorreu nas proximidades do Hospital Jabal Amel, um dos três da cidade, e deixou quatro mortos e sete feridos. Uma agência bancária foi destruída e o hospital sofreu danos. O outro bombardeio matou três pessoas e feriu cinco, incluindo duas crianças, em um bairro residencial. Destruição em Tiro, no sul do Líbano, após ataque israelense — Foto: REUTERS Em comunicado oficial, o Exército israelense anunciou ataques contra o Hezbollah em três locais ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e ordenou a evacuação da população local. "As negociações com Israel são vergonhosas. Só nos importamos com um cessar-fogo completo e a retirada de Israel do sul. Enquanto Israel estiver no Líbano, a resistência continuará". Fumaça sobe do sul do Líbano após um ataque israelense nesta sexta (5) — Foto: REUTERS/Stringer Nesta sexta-feira, após os ataques a Tiro, o presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, disse que concordaria com a retirada do grupo do sul do país se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam. Em declarações escritas distribuídas por seu gabinete, Berri criticou o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, considerando-o injusto e afirmando que deveria ter incluído um "cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar". Os ataques israelenses no Líbano mataram 3.526 pessoas desde o início do conflito, em 2 de março, e deslocaram mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades. Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram no Líbano.
Israel segue com ataques ao sul do Líbano após Hezbollah rejeitar acordo de cessar-fogo | G1
Sete pessoas morreram e 12 ficaram feridas em bombardeios à cidade de Tiro. Presidente do Parlamento libanês falou que concordaria em retirar o grupo extremista do sul do país caso as tropas israelenses também deixassem o território.














