O Exército israelense matou duas pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira (23), segundo informaram a Defesa Civil e o Ministério da Saúde do Líbano, o que levou o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, a acusar Israel de violar o cessar-fogo assinado na sexta (19) e que vinha sendo respeitado em grande parte desde domingo (21).

A trégua nos combates era a mais longa até agora nesta guerra. Os novos ataques acontecem em meio ao avanço do acordo entre Estados Unidos e Irã, que prevê o fim das operações militares de todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio, incluindo a frente libanesa.

Também nesta terça, o presidente libanês Joseph Aoun rejeitou a ocupação israelense do sul do Líbano e de outras interferências estrangeiras —em alusão ao Irã—, enquanto começa em Washington a quinta rodada de negociações entre Israel e o Líbano.

"Não aceitaremos nada menos do que o fim da ocupação israelense e, ao mesmo tempo, o fim da tutela estrangeira, pois nossa única opção é a soberania nacional e nossa única aposta é no Estado libanês", afirmou Aoun.

Ele também expressou esperança de que a nova rodada de negociações seja "decisiva no caminho para alcançar o que buscamos para o bem de nossa nação e de nosso povo" com "a restauração total da soberania do Líbano sobre cada grão de seu solo".