Ninguém atravessará sozinho múltiplas crises que incluem mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição Tempestade com raios em São Paulo — Foto: Edilson Dantas / O Globo/Agência O Globo/18/02/2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 15:54 Rio de Janeiro como Exemplo Global na Luta Contra Crises Ambientais O Rio de Janeiro pode desempenhar um papel crucial ao ajudar o mundo a enfrentar desafios globais, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição. A cidade pode servir como um exemplo de cooperação internacional, mostrando que soluções coletivas são essenciais para superar essas crises interconectadas que afetam a todos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em 1992, líderes globais desembarcaram no Rio acreditando ser possível construir um novo pacto entre desenvolvimento e natureza no notável encontro Eco-92. Dali nasceram acordos importantes e também divisões: clima de um lado, biodiversidade de outro, desertificação noutra caixa. Durante décadas, o mundo tentou resolver problemas profundamente conectados de forma separada. Hoje está cada vez mais claro que isso não deu certo e não corre o menor risco de funcionar no futuro. A crise climática, a insegurança alimentar, a perda de biodiversidade, a poluição plástica, a transição energética, o branqueamento dos recifes de corais dos oceanos, as diversas formas de trabalho e as desigualdades fazem parte da mesma conversa. Talvez o mundo esteja tão paralisado justamente porque perdeu a capacidade de jogar junto, entre países, setores, gerações e visões de futuro. O problema não é a existência das diferenças, mas elas parecem nos impedir de construir alguma direção comum. É nesse espírito que nasceu a Rio Nature & Climate Week. Não como mais uma conferência internacional, mas como um momento de reconexão. Um espaço para aproximar pessoas, experiências e soluções sustentáveis que passaram tempo demais isoladas umas das outras. O Rio continua sendo um dos poucos lugares do mundo onde política, cultura, ciência, natureza e vida cotidiana conseguem se encontrar de forma verdadeira. Existe algo poderoso em discutir o futuro numa cidade que convive diariamente com beleza, desigualdade, criatividade, floresta, violência, inovação e esperança, tudo ao mesmo tempo. Talvez seja exatamente isso que o mundo precise reaprender: como construir junto sem precisar pensar igual. As grandes decisões sobre como proteger e restaurar nossos ecossistemas, salvaguardar o equilíbrio do nosso clima e criar novas economias regenerativas e inclusivas, especialmente as sociobioeconomias, que garantam a prosperidade da população e do planeta, não acontecem apenas em negociações internacionais. A transformação necessária depende de uma nova mentalidade capaz de conectar escolhas que hoje ainda fazemos de forma fragmentada. Hoje sabemos que, para voltarmos ao cenário de limitar a elevação da temperatura global abaixo de 1,5°C, é necessária uma estratégia de três frentes. Isso inclui um mapa do caminho para transição urgente para longe dos combustíveis fósseis, um mapa do caminho para deter e reverter perda e degradação florestal até 2030, e ampliação da captura de carbono em escala, especialmente por meio de soluções baseadas na natureza, como florestas e oceanos. A Rio Nature & Climate Week nasce da convicção de que esses grandes objetivos e mudanças precisam de encontros humanos para gerar confiança e imaginação coletiva. Em 1992, o Rio ajudou o mundo a organizar o debate ambiental global. Em 2026, talvez possa ajudar a lembrar algo mais simples: ninguém atravessará as múltiplas crises planetárias, que incluem as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição, sozinho. *Rodrigo Medeiros é líder do Programa Brasil da Re:wild, Natalie Unterstell é presidente Instituto Talanoa, Ilona Szabó é presidente e cofundadora do Instituto Igarapé, Carlos Nobre é pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP. Todos são membros do Conselho Internacional da Rio Nature & Climate Week
Rio pode ajudar o mundo a encontrar caminho comum
Ninguém atravessará sozinho múltiplas crises que incluem mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição







