O BC (Banco Central) perdeu 35% de seu efetivo nos últimos 20 anos enquanto os ativos sob sua supervisão saltaram mais de 200% no mesmo período, em um descompasso que preocupa especialistas e entidades do sistema financeiro.
Há duas décadas, a autarquia responsável pelas políticas monetária e cambial, por supervisionar e regular o sistema financeiro e pela emissão de dinheiro, possuía 5.072 funcionários, número que caiu 35% para 3.300 servidores neste ano, em meio à falta de concurso e à restrição orçamentária. A área de fiscalização perdeu mais da metade do efetivo: a quantidade de funcionários caiu de 1.384 para 605.
Enquanto isso, o volume de ativos da indústria passou de R$ 5,68 trilhões para R$ 17,89 trilhões, mais do que triplicando, segundo dados atualizados pela inflação da plataforma IF.Data, do BC.
"É muito preocupante ver, com base em fatos, o BC operando com falta de orçamento, perda de quadros experientes e sem reposição", afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e ex-diretor de relacionamento institucional e cidadania do regulador.
O número total de instituições encolheu ao longo desse tempo, caindo de 2.447 em dezembro de 2006 a 1.794 em janeiro de 2026, por causa do movimento de consolidação de cooperativas. Mas, desde 2019, 355 novas fintechs, como sociedades de crédito direto, sociedades de empréstimos entre pessoas e instituições de pagamentos, foram autorizadas a operar pelo regulador.















