Serão 769 cooperativas de crédito, 200 instituições de pagamento, 138 sociedades de crédito direto e outras, em razão de nova legislação que requer parcelas adicionais de capital O diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, disse que 1.751 instituições financeiras devem ser desenquadradas das regras até 2028 com a metodologia de apuração de capital mínimo. Serão 769 cooperativas de crédito, 200 instituições de pagamento, 138 sociedades de crédito direto, 130 bancos múltiplos, 125 administradoras de consórcios e 104 sociedades distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (TVM). A primeira fase do desenquadramento será em julho de 2026. Serão 339 instituições financeiras afetadas. Outras 511 serão afetadas em janeiro de 2027. A nova legislação requer parcelas adicionais de capital para cobrir o custo inicial da operação e os custos associados aos serviços intensivos em infraestrutura tecnológica. A primeira parcela se aplica a todas as instituições, de acordo com sua complexidade, enquanto a segunda somente às instituições que pratiquem os serviços que requerem uso intensivo de tecnologia. “O que eu tenho ouvido das áreas técnicas [...] é que está ocorrendo a apresentação do aumento de capital. O movimento que está sendo sentido é aumento de capital, ou seja, estão trazendo dinheiro para aumentar, ou está havendo união e junção de entidades. Seria um movimento esperado”, declarou. Para Aquino, a nova metodologia para apurar capital mínimo aumentará a resiliência do sistema financeiro nacional (SFN) e aproximará o Brasil das melhores práticas internacionais. Segundo o diretor, as normas de aumento de capital adotadas pelo Banco Central e Conselho Monetário Nacional (CMN) na resolução conjunta número 14 mitigam o “risco moral” do sistema financeiro. Segundo ele, o impacto na medida no sistema financeiro é “baixo”, como um todo. As declarações foram feitas durante coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino — Foto: Raphael Ribeiro/BC