Instituição de Brasília corre contra o tempo para encontrar uma solução para fechar um buraco no balanço causado pelas operações com o Banco Master. Sede do BRB, em Brasília — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 20:04 BRB Aprova Plano de Capitalização de R$ 8,8 Bi para Cobrir Déficit O Banco de Brasília (BRB) aprovou ajustes em seu plano de aumento de capital, permitindo aportes parciais de até R$ 8,8 bilhões para fechar um déficit causado por operações com o Banco Master. O objetivo é garantir rapidez na autorização do Banco Central. O BRB busca um acordo com a União, mediado pelo STF, para obter um empréstimo de R$ 5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito, com a garantia de fundos do Distrito Federal. A operação pode envolver grandes bancos como fiadores, enquanto o DF utiliza securitização de dívida ativa para levantar recursos adicionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco de Brasília (BRB) aprovou uma mudança no plano de aumento de capital para possibilitar aportes parciais até o limite de R$ 8,8 bilhões. Segundo fato relevante publicado nesta quarta-feira, o ajuste visa a permitir a celeridade no processo de autorização de aumento de capital pelo Banco Central. A instituição de Brasília corre contra o tempo para encontrar uma solução para fechar um buraco no balanço causado pelas operações com o Banco Master. Com o rombo, o BRB fica desenquadrado perante às regras bancárias e ao regulador. A mudança permite que, caso seja atingido o limite mínimo de subscrição e integralização de ações até o encerramento do período de direito de preferência, será realizada a homologação parcial do aumento de capital pelo Conselho de Administração do banco, sem o encerramento do processo. O encerramento do direito de preferência foi prorrogado de 29 de maio para 3 de junho diante das mudanças. Depois, a empresa vai abrir novos períodos de subscrição para "sobras e/ou rateios". De acordo com o plano de aumento de capital, o valor mínimo é de R$ 536 milhões e o máximo, de R$ 8,8 bilhões. "Esse modelo permite que os recursos aportados passem a produzir efeitos no capital do Banco de forma gradual, sem prejuízo das etapas remanescentes", disse o banco em nota. O presidente do BRB, Nelson de Souza, e outros dirigentes da instituição se reuniram com os diretores do Banco Central Ailton Aquino e Gilneu Vivan nesta quarta-feira. Além disso, há a expectativa de que, nesta quinta, seja fechado um acordo com a União que pode viabilizar um empréstimo do Distrito Federal, controlador do BRB, junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 5 bilhões para capitalizar o banco. O acordo está sendo mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Está sendo negociada a flexibilização do limite de operações de crédito do DF sem aval da União e o uso das verbas recebidas pelo DF via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia. Não haverá aval do Tesouro Nacional. Nesse desenho, os grandes bancos, públicos e privados, entrariam como fiadores da operação. Ou seja, caso o DF não pague ao FGC, os bancos acertariam a dívida e depois acessariam o FPM e o FPE. Para as instituições financeiras, a operação faz sentido, porque, em caso de quebra do BRB, eles terão que pagar parte da conta, capitalizando o FGC. Segundo estimativas recentes, esse impacto no FGC já se aproxima de R$ 20 bilhões. Há dúvidas no mercado, no entanto, sobre a constitucionalidade do bloqueio desses fundos caso seja necessário o acionamento das contragarantias. Já há um pedido do governo do DF ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas estava travado devido à falta de garantias firmes da gestão de Celina Leão (PP). Mas a expectativa agora é que o impasse seja resolvido com o acordo com a União mediado pelo Supremo. O volume do empréstimo permitido, no entanto, deve ser de R$ 5 bilhões, com base em uma resolução do Senado que limita as operações de crédito para entes federativos em um mesmo ano a 16% da receita corrente líquida. Hoje, a gestão de Celina Leão tem de observar um teto muito menor, de R$ 961 milhões, devido o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) a que está submetido pelo Tesouro Nacional. Além do empréstimo, o Distrito Federal deve contar com cerca de R$ 3 bilhões da securitização da dívida ativa para socorrer o BRB. Já entrou R$ 1 bilhão no caixa esta semana referente a quotas adquiridas pelo BTG Pactual e a expectativa é de mais R$ 2,5 bilhões até o fim desta semana, segundo interlocutores próximos às negociações.