O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,3% em abril, para R$ 7,245 trilhões, conforme divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, houve alta de 9,3%. O saldo total do crédito livre caiu 0,1% em abril, chegando a R$ 4,108 trilhões, com crescimento de 7,1% em 12 meses. Já o crédito direcionado avançou 0,9%, para R$ 3,137 trilhões, uma alta de 12,2% em 12 meses. O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,6% no mês, chegando a R$ 4,563 trilhões e uma elevação de 10,8% em 12 meses. Para as empresas, houve queda de 0,1% no mês e alta de 6,7% em 12 meses para R$ trilhões. O volume de novos empréstimos e financiamentos subiu 2,1% em abril, perante o mês anterior, na série dessazonalizada, que retira peculiaridades de um determinado período, como número de dias úteis a mais ou a menos. O volume passou para R$ 712,8 bilhões. Para as pessoas físicas, o valor ficou estável, em R$ 387,1 bilhões; para as pessoas jurídicas, foi registrada alta de 5,2%, para R$ 332 bilhões. No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal tiveram elevação de 2,6%, para R$ 640,2 bilhões em abril. No crédito direcionado, reduziram 1,5%, ficando em R$ 72,2 bilhões. As concessões totais, sem a dessazonalização, caíram 6,2% no mês e somaram R$ 691,5 bilhões. Para clientes corporativos, os novos empréstimos diminuíram 8,4% contra o mês anterior, totalizando R$ 314,3 bilhões. Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 377,2 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, queda de 4,3% em relação a março. As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, recuaram 5,9% para R$ 626,4 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, recuaram 9,1%, para R$ 65,1 bilhões. O BC mostrou ainda que a taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito subiu 0,6 ponto percentual, para 33,8% ao ano em abril, em relação a março. Em 12 meses, houve avanço de 2,4 pontos percentuais. A taxa cobrada das pessoas jurídicas, por sua vez, avançou 0,9 ponto, para 22,3% ao ano. Para as pessoas físicas, a taxa subiu 0,6 ponto, a 39% ao ano. Nos recursos livres, a taxa média passou de 48,3% para 49,5% de março a abril. No caso dos recursos direcionados, houve avanço de 12,1% para 12,3% entre os dois meses. Já o spread, que mede a diferença entre as taxas que os bancos cobram nos empréstimos e o custo de captação desses recursos, foi de 21,9 pontos em março para 22,6 pontos percentuais em abril. Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 28,5 pontos percentuais, acima dos 27,7 pontos percentuais de março. No crédito às empresas, ficou em 9,5 pontos em abril, contra 8,8 pontos no mês anterior. Conforme o BC, a inadimplência média das operações de crédito subiu de 4,3% em março para 4,4% em abril. A taxa para as empresas ficou estável em 2,8% em abril. A inadimplência das famílias saiu de 5,3% para 5,4% de março a abril. No crédito com recursos livres, a inadimplência subiu de 5,7% para 5,8%. Nos recursos direcionados, a taxa subiu de 2,6% para 2,7% entre março e abril. — Foto: Daniel Dan/Unsplash