PUBLICIDADE Taxa média do crédito livre para pessoas físicas chegou a 63% ao ano em abril, enquanto inadimplência das famílias segue em trajetória de alta Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília — Foto: Gustavo Minas / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 13:19 Crédito Bancário Cresce 0,3% em Abril, mas Juros Elevados Preocupam O crédito bancário no Brasil cresceu 0,3% em abril, atingindo R$ 7,2 trilhões, mas desacelerou em comparação ao aumento anual de 9,3%. A alta dos juros, que chegou a 63% ao ano para pessoas físicas, e a inadimplência das famílias, agora em 5,4%, são fatores de preocupação. O Banco Central destacou o peso do crédito pessoal e do cartão de crédito rotativo no aumento dos juros, enquanto o endividamento das famílias atingiu 49,8% da renda anual. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco Central (BC) informou nesta quinta-feira que o ritmo de crescimento do crédito no país perdeu força em abril, em meio à alta dos juros e ao avanço da inadimplência das famílias. Os dados fazem parte do relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgada pela autoridade monetária. De acordo com os dados, o estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) chegou a R$ 7,2 trilhões em abril, com alta de 0,3% no mês e avanço de 9,3% em 12 meses. Em março, o crescimento acumulado em um ano era de 9,8%, indicando desaceleração. O movimento foi puxado principalmente pela perda de ritmo das operações com empresas e famílias. O crédito para pessoas jurídicas cresceu 6,7% em 12 meses, abaixo dos 7,6% registrados até março. Já o crédito às famílias avançou 10,8%, ante 11,1% no mês anterior. Os dados mostram que o encarecimento do crédito continua pressionando consumidores e empresas. A taxa média de juros das concessões bancárias subiu para 33,8% ao ano em abril, alta de 0,6 ponto percentual no mês e de 2,4 pontos em relação ao mesmo período do ano passado. No crédito com recursos livres — modalidade em que os bancos têm maior liberdade para definir taxas — os juros médios chegaram a 49,5% ao ano. Para pessoas físicas, a taxa atingiu 63% ao ano, avanço de 5 pontos percentuais em 12 meses. O BC destacou a elevação das taxas do crédito pessoal sem consignação e do cartão de crédito rotativo entre os principais fatores de pressão. Do lado das empresas, os juros médios do crédito livre ficaram em 25,3% ao ano. O Banco Central apontou influência do aumento das taxas no cheque especial empresarial. Apesar dos juros elevados, as concessões de crédito seguiram crescendo. Os bancos concederam R$ 691,5 bilhões em empréstimos em abril. Considerando os dados ajustados sazonalmente, houve alta de 2,1% no mês, impulsionada principalmente pelas operações com empresas. A inadimplência, porém, também continuou avançando. O percentual de atrasos acima de 90 dias na carteira total de crédito chegou a 4,4% em abril, alta de 0,9 ponto percentual em 12 meses. Entre as famílias, a inadimplência atingiu 5,4%, enquanto no crédito livre para pessoas físicas o índice chegou a 7,2%. Os indicadores de endividamento seguem elevados. O comprometimento de renda das famílias ficou em 29,3% em março, aumento de 1,3 ponto percentual em 12 meses. Já o endividamento das famílias alcançou 49,8% da renda acumulada em 12 meses. O relatório também mostrou crescimento do chamado crédito ampliado ao setor não financeiro, indicador que inclui empréstimos bancários, títulos públicos e privados. O estoque chegou a R$ 21,1 trilhões em abril, equivalente a 162,7% do PIB, com expansão de 11,1% em 12 meses.
Crédito bancário cresce 0,3% em abril, enquanto juros e inadimplência seguem em alta
Taxa média do crédito livre para pessoas físicas chegou a 63% ao ano em abril, enquanto inadimplência das famílias segue em trajetória de alta











