A taxa média de juros na economia brasileira subiu para 33,8% ao ano em abril e atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 2011, do Banco Central (BC). Os aumentos foram de 0,7 ponto percentual (p.p.) em relação a março e de 2,4 p.p. em um ano. Segundo o relatório de estatísticas monetárias e de crédito, o juro médio cobrado de pessoas jurídicas aumentou de 21,4% para 22,3% de março a abril. Entre pessoas físicas, subiu de 38,4% para 39,0% no mesmo período. O chefe do departamento de estatística do Banco Central, Fernando Rocha, disse, nesta quinta-feira (28), que o encarecimento está concentrado na modalidade do crédito pessoal não consignado, que avançou de 117,1% em março para 125,1% em abril, para as pessoas físicas. O BC também registrou alta nas taxas médias do cheque especial, de 138,9% para 141,1%, e do rotativo do cartão de crédito, de 428,4% para 432,1%. Rocha declarou que, apesar do aumento da taxa média nas operações de crédito em abril, o juro médio cobrado nas modalidades de capital de giro, entre pessoas jurídicas, diminuiu para 23,2%, ante 24,9%. Também citou as taxas do crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado (de 56,8% para 56,3%) e do consignado para aposentados e pensionistas (de 56,8% para 56,3%) caíram. "Eu diria que a gente não tem um aumento generalizado de taxas de juros em todas as modalidades ou nas principais modalidades de crédito livre", disse. Rocha avalia que não é possível estimar quando haverá um impacto mais significativo da queda da taxa básica, a Selic, na taxa média. Ponderou, porém, que a diminuição do juro médio é o movimento esperado com a transmissão da política monetária menos restritiva.
Taxa média de juros atinge 33,8% ao ano em abril, recorde na série histórica
BC também registrou alta nas taxas médias do cheque especial, de 138,9% para 141,1%, e do rotativo do cartão de crédito, de 428,4% para 432,1%













