Em meio à crise envolvendo o Banco Master e ao debate sobre a capacidade de fiscalização do sistema financeiro, o Banco Central deve reforçar seu quadro de pessoal com um novo concurso público. O MGI (Ministério da Gestão e da Inovação) prepara a autorização para 140 vagas na autarquia, das quais 120 serão destinadas ao cargo de analista e outras 20 à carreira de procurador, segundo apurou a Folha.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, já comunicou à AGU (Advocacia-Geral da União) a autorização para as 20 vagas de procurador, etapa necessária por se tratar de carreira jurídica. A expectativa, segundo integrantes do governo, é que a autorização para os 120 analistas seja anunciada em breve.
Depois do concurso e da posse dos técnicos, parte deles tende a ser direcionados para a área de supervisão bancária, considerada uma das mais pressionadas da instituição. O reforço ocorre em um momento em que a atuação do BC sobre instituições financeiras voltou ao centro do debate após a crise do Master, levando integrantes da autoridade monetária a defenderem o fortalecimento das equipes responsáveis pelo acompanhamento prudencial e pela fiscalização do sistema financeiro.
O reforço autorizado, no entanto, ficará abaixo do pleito apresentado pelo Banco Central ao Ministério da Gestão. A autarquia solicitou autorização para realizar concurso com 560 vagas, sendo 410 para auditores (atual cargo de analista), 110 para técnicos e 40 para procuradores. Integrantes do BC argumentaram que a reposição seria necessária para recompor um quadro que vem sendo reduzido ao longo dos últimos anos em razão de aposentadorias e da defasagem na contratação de novos servidores.









