Segundo a autoridade monetária o Master representava 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília — Foto: Andressa Anholete / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 09:50 BC garante que liquidação do Master não afeta sistema financeiro O Banco Central afirmou que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não representou risco sistêmico ao sistema financeiro. Com apenas 0,57% dos ativos totais, o Master foi classificado como de pequeno porte. O Fundo Garantidor de Créditos funcionou adequadamente, e clientes migraram para bancos maiores. O BC destaca a solidez e a resiliência do sistema financeiro brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco Central (BC) afirmou que a liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Master não gerou risco relevante para a estabilidade do sistema financeiro nacional. A avalição foi divulgada no Relatório de Estabilidade Financeira (REF), publicado nesta segunda-feira, no qual a autoridade monetária afirma que os mecanismos de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) funcionaram conforme o esperado e ajudaram a conter os impactos da crise. Segundo o BC, após a liquidação das instituições ligadas ao conglomerado, os clientes ressarcidos pelo FGC direcionaram seus recursos principalmente para bancos de maior porte e relevância sistêmica. O relatório afirma que o episódio “não gerou impacto relevante nas taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC” e que a manutenção do acesso das instituições financeiras ao mercado de captação reforçou a confiança dos depositantes no sistema financeiro. “A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN. Os mecanismos de proteção associados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados conforme o modelo institucional vigente, evidenciando a capacidade de absorção de choques e a resiliência do sistema financeiro”, diz o documento. O BC também ressaltou que o conglomerado tinha participação reduzida no sistema financeiro. De acordo com o relatório, o Master representava 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN), sendo classificado como instituição de pequeno porte do segmento S3 da regulação prudencial. O tema já havia sido abordado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, na semana passada, ao afirmar que o Master não tinha dimensão suficiente para provocar risco sistêmico. Na ocasião, Galípolo comparou o banco a um time da “terceira divisão do futebol do sistema financeiro” e afirmou que o principal ponto de preocupação era a destinação dos recursos captados pela instituição, e não o tamanho do passivo. A liquidação do conglomerado Master foi decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado. Na mesma época, o empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco, foi preso em uma operação que investigava a venda de títulos de crédito falsos. No relatório, o BC também reiterou que considera o sistema financeiro brasileiro sólido, afirmando que não há risco relevante para a estabilidade financeira. Segundo a autoridade monetária, o SFN segue com “capitalização e liquidez confortáveis”, além de provisões consideradas adequadas para absorver perdas esperadas. Os testes de estresse de capital e liquidez, segundo o BC, demonstraram a robustez do sistema bancário brasileiro.
BC diz que crise do Master não gerou risco sistêmico e cita migração de clientes para bancos maiores
Segundo a autoridade monetária o Master representava 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional















