O Banco Central (BC) informou, nesta segunda-feira (25), que os clientes ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no caso Master direcionaram recursos principalmente para instituições de maior porte. A transferência de recursos para instituições financeiras maiores é "esperado em eventos de resolução bancária", segundo o BC. De 19 de janeiro a 27 de fevereiro deste ano, do montante total estimado de R$ 40,4 bilhões em valor de cobertura do Master, Master BI e Letsbank, R$ 37,7 bilhões foram efetivamente pagos (93,3% do total). Do total transferido, foram R$ 20,77 bilhões direcionados a títulos emitidos por instituições financeiras, ou 55,1%. O BC disse que o movimento evidencia a relevância do segmento na absorção dos recursos indenizatórios. Os recursos foram transferidos, principalmente, para instituições financeiras dos segmentos S1 e S2, que são as maiores do sistema financeiro. Absorveram, respectivamente, 40,9% e 24,2%. O restante dos recursos foi enviado para outras destinações (R$ 15,46 bilhões) e outros títulos privados (R$ 1,47 bilhão). A autoridade monetária declarou que houve uma "crise pontual" que não gerou impacto relevante nas taxa praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC. "A manutenção do amplo acesso das IFs ao mercado de captações reforça a confiança dos depositantes na higidez do sistema financeiro nacional (SFN)", disse, no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, divulgado nesta segunda-feira. Segundo o Banco Central, a liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado comandado por Daniel Vorcaro não provocou efeito sistêmico no sistema financeiro nacional. A apresentação e entrevista coletiva sobre as informações do relatório serão realizadas às 11h pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e os diretores de fiscalização, Ailton De Aquino, e de política econômica, Paulo Picchetti.