Presidente do Banco Central, por sua vez, disse órgão acompanha diariamente como cada instituição está cumprindo suas obrigações Os prédios do BRB e do Banco Central em Brasília — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 13:10 Crise no BRB: BC descarta "dia D" para intervenção regulatória O diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, afirmou que não existe um "dia D" para a atuação do regulador na crise do BRB, que enfrenta um rombo patrimonial devido a operações com o Banco Master. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou que o órgão acompanha diariamente o cumprimento das obrigações das instituições financeiras, sem estabelecer prazos específicos. O BRB, que precisa de um aporte do governo do DF para sanar suas finanças, enfrenta dificuldades já que o DF busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, afirmou que "não existe dia D" para uma atuação do regulador sobre a crise do BRB. A instituição, que precisa fechar um rombo no patrimônio causado pelas operações com o Banco Master, trabalha com o prazo de 29 de maio para resolver o problema. No entanto, como também explicou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o órgão não definiu nenhum prazo para o banco estatal. Questionado se o BC cogita uma intervenção na instituição do Distrito Federal, Ailton explicou que "não existe dia D". – A gente precisa seguir todos os itens da lei. Não existe o dia D, o BC faz supervisão, acompanha as instituições financeiras, precisamos sempre caminhar no sentido da lei para que possamos entregar o que a sociedade espera da gente. Galípolo afirmou que algumas instituições se auto estabelecem algum tipo de prazo, mas o BC acompanha diariamente como cada instituição está cumprindo suas obrigações. – O BC não acordou nenhum tipo de prazo com nenhuma instituição. Analisa todas as instituições pelos métodos de supervisão e fiscalização para entender se a instituição está cumprindo suas obrigações. No caso de algum descumprimento, como está tomando as medidas para endereçar aquele tipo de problema. Segundo o presidente, qualquer instituição que tenha um problema de patrimônio, como o BRB, precisa receber um aporte do controlador para saneá-lo. Sem aporte, teria que vender ativos com o ágio de tamanho tal para fechar o rombo patrimonial, o que é raro. Ainda não está claro o tamanho do rombo do BRB devido aos prejuízos nos negócios com o Master, porque a instituição distrital está atrasado e não divulgou ainda o balanço de 2025. Esse descumprimento é punido com multa tanto pelo BC quanto pela CVM. De acordo com Galípolo, as multas vêm sendo aplicadas. – Não há nenhum tipo de exceção para nenhuma instituição. O governo do Distrito Federal e o BRB correm contra o tempo para viabilizar uma solução para a instituição distrital em meio aos prejuízos causados pelas operações com o Banco Master. O banco trabalha com 29 deste mês como data para resolver sua situação patrimonial, que depende de um aporte do controlador, o governo do DF. O DF, no entanto, não tem recursos para capitalizar o BRB e solicitou um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos, que, por sua vez, já sinalizou que só entra na operação se for em conjunto com um grupo de bancos. Aquino esclareceu que a lei eu rege esses processos determina que o BC deve buscar a capitalização, o aporte de recursos, a transferência de controle e a reorganização societária de instituições em crise com o objetivo de assegurar a normalidade da economia pública e resguardando os interesses dos depositantes e investidores. A legislação determina que essas ações podem ser adotadas sem prejuízo de qualquer adoção de um regime de resolução posteriormente. – Quando eu falo que a gente tem que buscar prevalecer a lei, é o que o legislador colocou como missão do BC em determinados eventos e elementos hipotéticos. É o que legislador disciplinou e espera da gente. Nesse processo, o presidente do BC explicou que o órgão vai analisando a situação de caixa da instituição, a capacidade do acionista, o que o acionista está fazendo ao longo desse processo. – Tem uma série de condições de contorno que vão estar sendo analisadas para ver quais são as medidas estão sendo tomadas para equacionar aquele problema. Enquanto não é resolvida, quais são as medidas que cabem ao BC tomar para fazer um enforcement para que aquelas medidas sejam tomadas.