Presidente afirmou ainda que se apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro tivessem ido ao encontro do presidente americano para pedir para 'prender milicianos', eles mesmos ficaram presos no país. O presidente Lula criticou o senador Flávio Bolsonaro por pedir aos EUA a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Após reunião entre Flávio e Donald Trump na terça-feira, o governo americano oficializou a inclusão das duas facções brasileiras em sua lista de terroristas. Lula acusou o parlamentar de "trair a pátria" ao solicitar intervenção estrangeira e ironizou que o pedido deveria focar na prisão de milicianos. O governo americano justificou a medida pela violência das facções, enquanto aliados de Flávio celebraram a decisão como uma importante vitória política. Integrantes da gestão atual e diplomatas temem que as sanções americanas prejudiquem a economia nacional e interfiram na soberania do Brasil. 'Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá', diz Lula Lula acusou o parlamentar de "trair a pátria" ao pedir uma intervenção estrangeira em assuntos de segurança pública nacional. "Eu tive três horas com o presidente [Donald] Trump, entreguei quatro documentos a ele. O senhor Marco Rubio [Secretário de Estado dos EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estava preparado para ajudar um filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil", afirmou o presidente. "Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles [apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro] ficavam presos lá", emendou Lula. A medida adotada por Washington foi anunciada oficialmente pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). — Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC Tensões diplomáticas e eleitorais O senador argumentou que as facções operam como "governos paralelos" e que a cooperação internacional é necessária. Por outro lado, integrantes do governo Lula e diplomatas brasileiros expressaram, nos bastidores, o temor de que as sanções americanas acabem prejudicando a economia brasileira. Luiz Inácio Lula da Silva