O encontro de Flávio Bolsonaro (PL) com Donald Trump tem sido marcado pelo silêncio do presidente dos Estados Unidos: o republicano não fez comentários públicos sobre a reunião, postura que destoa de ocasiões em que recebeu candidatos de outros países. Os relatos do encontro de terça-feira (26) vieram de aliados do senador brasileiro.
Segundo eles, Trump teria repetido elogios que fez ao presidente Lula (PT) quando o recebeu, no início do mês. Em fala a jornalistas, Flávio Bolsonaro disse que pediu ao americano que designe facções do crime organizado brasileiro como organizações terroristas —medida que tem oposição do Planalto e de especialistas em segurança.
O pré-candidato bolsonarista busca usar o encontro —e outras reuniões com autoridades do governo Trump— para atenuar a crise gerada pela revelação dos pedidos de dinheiro que fez a Daniel Vorcaro, do banco Master. O movimento desperta o temor de possíveis interferências do republicano no processo eleitoral brasileiro.
O Café da Manhã desta quinta-feira (28) discute o saldo da reunião na Casa Branca para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, o bolsonarismo e o governo Lula. A análise é do professor de estudos brasileiros da Florida International University Guilherme Casarões.










