A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa logo após o encontro dos dois na Casa Branca. Segundo o senador, ele foi convidado para se reunir com Trump em Washington. Flávio afirmou que conversou com Trump sobre diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o senador, eles discutiram questões de segurança, tarifas e terras raras. Ainda segundo o senador, o presidente norte-americano também perguntou sobre como está o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar disse ainda que recebeu de Trump uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar. Membros da comitiva disseram ao g1 que a reunião foi rápida. Segundo relatos, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca. Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram apenas para tirar uma foto com o presidente norte-americano antes de deixarem o local. Uma outra fonte relatou que Trump não chegou a se levantar para receber os brasileiros. Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio pretendia abordar dois assuntos com Trump: a classificação de facções como organizações terroristas e a garantia plena da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, uma bandeira comum entre os dois. Ainda não está claro se o senador conseguiu levantar algum desses temas no breve encontro com o presidente norte-americano. O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026 — Foto: Reprodução Flávio chegou aos EUA na segunda-feira (25). A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. Eduardo está nos EUA há mais de um ano. No Brasil, ele é alvo de investigação e atua politicamente no exterior, principalmente com aliados de Trump. Também é citado em apurações sobre suspeitas de financiamento irregular e articulações internacionais contra autoridades brasileiras. Busca por agenda positiva Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump — Foto: Divulgação Com o encontro, Flávio Bolsonaro tentou desviar o foco da agenda negativa que atingiu a campanha nas últimas semanas, segundo o blog do Valdo Cruz. Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%. Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais. Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%. Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais. VÍDEOS: mais assistidos do g1