No dia 26 de maio, Flávio Bolsonaro foi recebido na Casa Branca por Donald Trump. O senador, agora pré-candidato à Presidência, disse ter pedido ao americano que incluísse o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, as principais facções criminosas brasileiras, na lista de organizações terroristas estrangeiras do Departamento de Estado dos EUA, conhecida pela sigla FTO, de Foreign Terrorist Organizations.
Dois dias após a visita, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou a inclusão imediata do CV e do PCC como terroristas, mas em outra categoria: a de Specially Designated Global Terrorists, ou SDGTs, “terroristas globais especialmente designados”. Rubio prometeu porém, para 5 de junho, incluí-los também na lista de FTOs.
A diferença na classificação tem consequências distintas. A designação como SDGT funciona, sobretudo, como um instrumento de sanção econômica e financeira. Ela permite que os EUA mirem indivíduos, organizações, financiadores e empresas de fachada apontados pelo Departamento do Tesouro ou pelo Departamento de Estado como associados ao financiamento de grupos terroristas.
Criada no contexto posterior aos atentados de 11 de Setembro, essa categoria autoriza o congelamento de ativos tangíveis, como imóveis e veículos, e intangíveis, como propriedade intelectual, investimentos e ações. Também permite impor sanções a instituições financeiras estrangeiras vinculadas a transações com grupos ou indivíduos listados. Na prática, isso pode significar a proibição de operar nos EUA e o bloqueio global de operações em dólar. As penas de prisão previstas podem chegar a 20 anos em prisões federais americanas.











