A decisão dos Estados Unidos de classificar como organizações terroristas o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) gerou preocupações e críticas de entidades brasileiras ligadas à segurança pública.
Nesta quinta-feira (28), o governo Trump anunciou a medida, que passa a valer em 5 de junho, após dois dias da visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Casa Branca. O parlamentar e pré-candidato à Presidência havia pedido a classificação a Marco Rubio, do Departamento do Estado americano.
Como mostrou a Folha, a designação é considerada estratégica por aliados de Flávio para desgastar Lula (PT) na eleição, já que o governo petista é contrário à medida.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que decisão do governo norte-americano diz respeito à forma como aquele país lidará, em seus termos jurídicos e legais, com as conexões e impactos transnacionais da atividade dessas organizações criminosas
Segundo o Fórum, Brasil e EUA possuem uma longa tradição de cooperação policial e têm atuado de forma coordenada ao longo de décadas, com destaque para a troca de informações de inteligência e no combate à lavagem de dinheiro, o que deve prosseguir.












