Senador esteve com Trump dois dias antes da decisão e ontem com Marco Rubio Flávio Bolsonaro e Donald Trump — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 19:31 EUA classificam PCC e Comando Vermelho como terroristas; Flávio Bolsonaro comemora decisão O senador Flávio Bolsonaro celebrou a decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, chamando o dia de "grande" nas redes sociais. O Departamento de Estado dos EUA designou os grupos como Terroristas Globais Especialmente Designados e planeja reconhecê-los como Organizações Terroristas Estrangeiras até 2026, destacando sua violência e alcance além do Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou nesta quinta-feira a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas e tratou a medida como uma vitória política pessoal após a viagem a Washington. A decisão, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, foi anunciada dois dias após o encontro do parlamentar com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Flávio também esteve ontem com Rubio. “Grande dia”, escreveu Flávio nas redes sociais logo após a divulgação do comunicado do Departamento de Estado americano. Nos bastidores da pré-campanha presidencial do senador, aliados trataram o anúncio como um marco político da viagem aos Estados Unidos e como uma demonstração concreta de influência do entorno bolsonarista junto ao trumpismo. Integrantes próximos a Flávio afirmam que a decisão fortalece o discurso de segurança pública da campanha e alinhamento com o governo americano depois de semanas de desgaste provocadas pela crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. A avaliação dentro do PL é que a decisão americana ajuda a reforçar a imagem de Flávio como o nome do bolsonarismo com maior capacidade de interlocução internacional, especialmente junto ao núcleo político de Trump. Auxiliares do senador também enxergam o episódio como uma resposta às discussões internas da direita sobre possíveis alternativas presidenciais ao filho de Jair Bolsonaro, como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O Departamento de Estado informou nesta quinta-feira ter designado o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e afirmou que pretende enquadrar os dois grupos também como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com efeito a partir de 5 de junho de 2026. “O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até o nosso país”, afirmou o Departamento de Estado em nota. O comunicado acrescenta ainda que o governo Donald Trump “continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos de receita que financiam narcoterroristas violentos”. Durante entrevista concedida após o encontro com Trump, Flávio afirmou que havia pedido pessoalmente ao presidente americano que os Estados Unidos classificassem o PCC e o CV como organizações terroristas. — Enquanto o Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficante, eu vim fazer exatamente o oposto: pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras — declarou o senador na ocasião. Segundo relatos feitos ao GLOBO, o tema foi tratado como uma das prioridades da viagem desde a preparação da agenda em Washington. Interlocutores ligados ao senador afirmam que Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo vinham trabalhando o assunto há meses junto a integrantes do entorno republicano e do Departamento de Estado americano. Flávio também afirmou durante a viagem que as facções brasileiras “corrompem agentes públicos, intimidam testemunhas e coordenam atentados”, e que “quem faz isso não é gangue. É organização terrorista”. Aliados do senador avaliam que a decisão do governo americano tende a ampliar o espaço da pauta de segurança pública dentro da campanha presidencial de Flávio e reforçar sua associação ao discurso de endurecimento contra o crime organizado, marca central do trumpismo e do bolsonarismo.
'Grande dia', diz Flávio Bolsonaro após decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas
Senador esteve com Trump dois dias antes da decisão e ontem com Marco Rubio










