O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV (Comando Vermelho) como terroristas, mas ele e outros integrantes da família mantiveram relações com acusados de participar do crime organizado, em especial as milícias no Rio de Janeiro.

Após uma visita dele a Donald Trump, os EUA anunciaram a nova definição para o PCC e o CV —medida que o presidenciável do PL celebra como trunfo eleitoral.

"A família Bolsonaro e Flávio Bolsonaro não compactuam com facções ou grupos armados e criminosos. Diferentemente do governo Lula [PT], que recebeu a primeira-dama do tráfico no Ministério da Justiça e fez lobby nos Estados Unidos a favor de facções narcoterroristas", afirmou a assessoria do pré-candidato do PL à Presidência.

A nota faz referência à ida de Luciane Farias, esposa de um homem apontado como líder do Comando Vermelho do Amazonas, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2023. A pasta admitiu que Luciane, que recebeu a alcunha de "dama do tráfico", foi recebida em reuniões, mas afirmou que não sabia de quem se tratava. O presidente Lula, porém, não se encontrou com Farias.

A assessoria de Flávio disse que "não há um único boletim de ocorrência ou processo que corrobore a tese da reportagem". Também acusou o governo Lula de manter "relações próximas com uma integrante do PCC recentemente presa e que pode estar à frente de um plano de atentado contra a vida de Flávio" —a nota não explica a que se refere a afirmação nem cita indícios.