O pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Leandro Lozada/AFP e Kevin Dietsch/Getty Images/AFP Flávio Bolsonaro conseguiu ser recebido por Donald Trump na Casa Branca. É um gol marcado por Flávio em meio à chuva de revelações das duas últimas semanas sobre sua relação de irmão com Daniel Vorcaro. A reunião não tem o poder de virar a página das tempestades que se abateram sobre sua campanha. Mas, além de mostrar que o líder maior da extrema-direita mundial o apoia, lança um assunto novo no ar num momento em que o fantasma de Vorcaro o persegue dia e noite. Acima de tudo, porém, o encontro de hoje marca também o início oficial da interferência dos EUA na eleição brasileira. Três semanas atrás, Trump reuniu-se com Lula na mesma Casa Branca. Mas Lula é presidente. Foi uma visita de chefe de estado. Flávio é ainda apenas um pré-candidato à Presidência. Recebê-lo nessas condições é algo senão inédito, inusual. É inquestionável que Trump quer se intrometer no processo eleitoral do Brasil. Com qual intensidade é cedo para dizer. É arriscado qualquer previsão.

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