Operação 'Fluxo Oculto' mira uso de criptoativos para lavagem de dinheiro no setor de combustível — Foto: Divulgação/ MP-SP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 14:43 Fintechs Ligadas ao Crime: R$ 26 Bi e Fake News Complicam Ação A operação "Fluxo Oculto" expôs um esquema de movimentação de R$ 26 bilhões por seis fintechs ligadas ao crime organizado. Destacou-se a cooperação entre os governos estadual e federal, superando divergências políticas para o bem público. No entanto, fake news, amplificadas por figuras como Nikolas Ferreira, atrasaram ações cruciais, prejudicando o combate ao crime ao politizar a desinformação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação “Fluxo Oculto”, desta quinta-feira, que revelou a movimentação de R$ 26 bilhões por seis fintechs, dinheiro vinculado ao crime organizado, trouxe em seu contexto uma informação que classifico como auspiciosa: a cooperação entre o governo do Estado de São Paulo e a União. Apesar de os chefes dos Executivos estarem em polos opostos do espectro político — um alinhado à direita e ao bolsonarismo, o outro à centro-esquerda — as divergências ideológicas foram colocadas de lado em favor dos interesses do Estado e do contribuinte. Essa cooperação é fundamental. Já havia sido assim na primeira fase da Carbono Oculto e é assim que deve ser. Em um país tão polarizado, esta é uma cena sempre boa de se ver. Mas é preciso lembrar que a polarização atrapalhou o trabalho da Receita Federal. A divulgação de fake news que relacionavam a exigência de mais informações das fintechs à tributação do Pix, viralizadas pelo deputado Nikolas Ferreira, levou a um atraso de sete meses no início da implementação do programa que resultou na operação de hoje. Afinal, as exigências passariam a valer em janeiro, mas diante da comoção pública causada pelas fake news, o governo recuou e só republicou a regra no fim de agosto do ano passado, um dia após a realização da primeira fase da operação Carbono Oculto. As mentiras espalhadas nas redes sociais foram usadas politicamente pela direita contra o governo federal, um custo que acabou sendo pago por todos os contribuintes. O lado positivo desse caso é a cooperação entre o governo de São Paulo e o governo federal no combate aos criminosos do PCC, aos sonegadores de impostos, ao comércio ilegal de combustíveis e a atuação crimosa de fintechs. O lado negativo que essa operação deixa claro é o uso político de informações falsas, que prejudicaram o combate a essa série de crimes.