'Fluxo Oculto': operação faz buscas na Faria Lima, em SP

A nova fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Fluxo Oculto, aponta que fintechs sediadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, o coração financeiro de São Paulo, continuavam ocultando dinheiro do crime organizado, mesmo após a ação realizada em agosto do ano passado.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, apesar da deflagração da operação em 2025, o grupo não interrompeu as atividades. Pelo contrário, houve aumento do volume de desvio de nafta (solventes petroquímicos importados) e abertura de novas empresas de fachada para ocultar o dinheiro do esquema.

Os relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações atípicas e suspeitas de quase R$ 26 bilhões e a retomada do uso de fintechs (empresas de base tecnológica que oferecem soluções financeiras digitais) e plataformas de pagamento, que funcionaram como “dutos financeiros” do grupo criminoso.

Os promotores afirmam que a organização ligada à facção PCC se reestruturou rapidamente, expandiu as operações e manteve o mesmo padrão criminoso detectado no ano passado.