As Polícias Civil e Militar, juntamente com o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, deflagram nesta manhã a Operação Fluxo Oculto, que é derivada da Carbono Oculto e investiga o avanço do crime organizado no ecossistema do mercado de combustíveis, se utilizando de instituições de pagamentos e de investimento. Foram realizadas buscas na região da Avenida Faria Lima, coração financeiro da capital paulista. Segundo as autoridades paulistas, os recursos financeiros obtidos com o esquema eram remetidos a fundos de investimentos para ocultar os reais beneficiários da fraude. Foram identificados quatro fundos que participavam do esquema e são alvos da operação, juntamente com duas administradoras de recursos e duas gestoras. Os quatro fundos possuem, atualmente, patrimônio estimado em aproximadamente R$ 205 milhões, com um incremento superior a 200% em um ano. Além disso, também são investigas seis fintechs: Ceopag Instituição de Pagamento, America Payment; Sispay Instituição de Pagamento, Smart Solutions Instituição de Pagamento, YAW Instituição de Pagamento e Ello Gestora de Recursos. A Ceopag foi fundada em 2019 por Kawel Rodrigo Lotti e tem sede em São José do Rio Preto (SP), com capital social de R$ 23 milhões. Ela derivou de um aplicativo de delivery para pequenas cidades, o Ceofood. Apesar de ostentar "instituição de pagamento" no nome, a situação da fintech no site do BC é descrita como "pendente de validação". Já a America Payment foi criada em 2024 e tem capital de R$ 10 milhões. É controlada por Habenr Rubinho Silva e Renata Cristina da Rocha Rubinho. Ela tem diversos membros da diretoria que também são ou já foram da diretoria da Ceopag, como Marcus Vinicius Martimiano, Bianca de Mendonça Martins Maçuda e Suelen Leita da Silva. Também já fez parte da diretoria da America Paymento Iolando Lotti Neto. A Yaw também consta no site do BC com sua licença "pendente de validação". Ela foi criada em 2024 e tem capital de R$ 2 milhões. Os sócios/diretores são Adriano Medeiros Miúdo, Alessandro Frederico Starck e João Carlos Coelho Cota. (Colaborou Marcos de Moura e Souza) Dinheiro apreendido durante a Operação Fluxo Oculto, derivada da Carbono Oculto, que investiga esquema de fraudes no setor de combustíveis — Foto: Reprodução
Operação Fluxo Oculto faz buscas na Faria Lima e mira fundos, gestoras e seis fintechs
Ação do MP-SP e da Receita Federal é derivada da Carbono Oculto, que investiga fraudes no setor de combustíveis












