Polícia cumpriu mandados em imóveis e escritórios ligados a empresas suspeitas de movimentar recursos ilícitos para organizações criminosas 'Fluxo Oculto': operação derivada da Carbono Oculto cumpre mandados em cinco estados e mira fintechs em esquema bilionário no setor de combustíveis — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 16:55 Operação "Fluxo Oculto" Desvenda Fintechs em Lavagem de Dinheiro em SP A operação "Fluxo Oculto" da polícia apreendeu grandes quantias em dinheiro, eletrônicos e documentos em endereços ligados a fintechs suspeitas de lavagem de dinheiro para organizações criminosas em São Paulo. A investigação mira o uso de criptoativos e movimentações financeiras ilícitas, com suspeita de fintechs atuando como "bancos paralelos" do crime organizado, envolvendo bilhões de reais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação Fluxo Oculto apreendeu dezenas de eletrônicos, documentos e mais de R$ 366 mil em dinheiro vivo, além de US$ 23,5 mil e € 1 mil, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresas de pagamento digital, operadores financeiros e investigados por suspeita de lavagem de dinheiro para o crime organizado nesta quinta-feira (28) no estado de São Paulo. As diligências ocorreram em imóveis residenciais, escritórios e empresas localizados na capital paulista, Alphaville, Sorocaba, Atibaia e Votorantim. Entre os itens recolhidos estão dezenas de celulares, notebooks, HDs externos, tablets, pendrives, documentos financeiros, agendas com anotações e passaportes. Em Perdizes, na capital, investigadores encontraram R$ 103,6 mil em espécie e um iPhone 13 no imóvel ligado a Maurício Matalon, sócio da Smart Solutions, empresa alvo da operação. Já no Jardim América, outro alvo da mesma família teve R$ 24,8 mil apreendidos, além de três celulares, um notebook Lenovo, um título de ações e documentos diversos. Apreensão durante a operação Fluxo Oculto, nesta quinta-feira — Foto: Divulgação / Receita Federal No bairro de Higienópolis, agentes localizaram R$ 17,7 mil, celulares, notebook, tablet e HDs em um dos apartamentos investigados. Em outro endereço na região, foram apreendidos um MacBook Apple e um iPhone 11. A maior quantia foi localizada em um apartamento na Rua Eugênio de Freitas, onde policiais apreenderam R$ 220 mil, US$ 17,5 mil e € 1 mil, além de dois iPhones e cartões de memória. Em Sorocaba, um dos alvos armazenava US$ 6 mil, seis notebooks, dez celulares, tablet, HD externo e passaporte. Em outro endereço da cidade, equipes recolheram dois celulares após arrombamento do portão do imóvel. As buscas também atingiram empresas do setor financeiro e de tecnologia. Na sede da America Payment, em Alphaville, os policiais recolheram documentos diversos. Já em Votorantim, em endereço ligado à empresa Votopetro Indústria e Comércio, foram apreendidos HDs, desktops, notebook, pendrive, notas fiscais e agendas de anotações após entrada forçada no local. A operação ainda recolheu celulares, notebooks e dispositivos de armazenamento em imóveis na Vila Olímpia, Itaim Bibi, Cidade Mãe do Céu e em um hotel na Alameda Santos, na região central da capital. Em Atibaia, policiais apreenderam smartphones. Segundo investigadores, o material será analisado para rastrear movimentações financeiras suspeitas e identificar possíveis mecanismos usados para ocultar e pulverizar recursos ilícitos por meio de fintechs, empresas de fachada e operadores financeiros. Segundo o Ministério Público, seis fintechs funcionariam como "bancos paralelos" da organização criminosa. De acordo com a investigação, essas instituições integravam um núcleo financeiro usado para compensações internas entre distribuidoras e postos de combustíveis, além de operações envolvendo empresas e fundos de investimento ligados ao grupo investigado. O sistema também serviria para pagamento de colaboradores e despesas pessoais dos operadores apontados como integrantes centrais do esquema. Os grupos citados incluem o Ceopag, sediado em São José do Rio Preto e Barueri; o Sispay, com empresas no Itaim Bibi, em São Paulo; o Smart Solutions, no Rio de Janeiro; e o grupo Yaw, com operações em Alphaville e Belo Horizonte. Entre os alvos da operação também está a Ello Gestora de Recursos Ltda, com mandados em endereços na Rua Professor Atílio Innocenti, na Vila Nova Conceição, e na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi, ambos na capital paulista.