O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que a Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, deflagrada hoje, identificou uma movimentação total de R$ 26 bilhões em seis fintechs nos últimos anos, o que, segundo ele, acende um sinal de alerta para os órgãos de inteligência. Segundo Durigan, a investigação também identificou o uso de criptoativos para fins de lavagem de dinheiro. “A gente espera avançar no combate ao crime organizado, da maneira que importa, da maneira inteligente, que é fazendo asfixia financeira, identificando as pessoas que abastecem de fato essa granada das organizações criminosas”, disse ele à imprensa. Ele reiterou que essas fintechs foram identificadas a partir de informações que a Receita Federal passou a receber em meados de 2025. “Essa nova fase da Carbono Oulto, cujo nome é Fluxo Oculto, foram identificadas graças às informações prestadas via E-Financeira, a declaração para Receita Federal, que em razão de deputados, influencers da direita foram sendo impedidas de serem realizados durante um tempo”, comentou. Como mostrou o Valor, as Polícias Civil e Militar, juntamente com o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal, deflagram nesta manhã a Operação Fluxo Oculto, que é derivada da Carbono Oculto e investiga o avanço do crime organizado no ecossistema do mercado de combustíveis, se utilizando de instituições de pagamentos e de investimento. Foram realizadas buscas na região da Avenida Faria Lima, coração financeiro da capital paulista. O mininistro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Wenderson Araujo/Valor
Fintechs investigadas na Fluxo Oculto movimentaram R$ 26 bilhões e acenderam sinal de alerta, diz Durigan
Ministro da Fazenda destaca ainda o uso de criptoativos em esquema de lavagem de dinheiro










