A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) apoia a proposta apresentada no Senado que permite ao trabalhador optar por um regime de jornada baseado em horas trabalhadas, como forma de mitigar o impacto que o fim da escala 6x1 teria no setor.

A entidade avalia que a proposta do senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, "introduz um elemento novo ao permitir que o próprio trabalhador escolha entre o regime tradicional da CLT e uma jornada flexível, com remuneração proporcional às horas efetivamente trabalhadas", escreve em nota.

Pela proposta circulada pelo senador, a escolha por compensação de horários e a redução de jornada poderá ocorrer mediante acordo individual, convenção coletiva ou contratos.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 foi aprovada na Câmara nesta quarta-feira (27).

"O texto em discussão no Senado estabelece que o valor da hora trabalhada deve respeitar um piso vinculado ao salário mínimo ou à remuneração da categoria, além de prever que benefícios como férias, décimo terceiro salário e FGTS sejam calculados de forma proporcional à carga horária", afirma o grupo.