Vamos imaginar duas cenas no mercado.
Na primeira, estão a mãe e um menino de sete anos. Ele sorri bastante, dá saltinhos e balança as mãos. A mãe chama para pagarem as compras e fica interagindo e distraindo intensamente a criança na fila.
Na segunda cena, estão a mãe e uma garotinha de cinco anos. A filha está jogada no chão. Não ouvimos a menina falar, ela só grunhe e chora. A mãe a carrega até a fila preferencial, enquanto ela se debate.
Qual delas deveria poder usar a fila preferencial?
As duas crianças são meus filhos. Ele é uma criança autista que tem um nível mais alto de suporte —ou seja, precisa de muito apoio no dia a dia. Ela tem um nível de suporte aparentemente tão baixo e é geralmente tão articulada, que pouca gente acredita que é autista. Mas tem seus momentos de muita desregulação emocional e rigidez, como este do mercado.












