"O pior para mim é o barulho. O secador de cabelo parece uma turbina de avião ligada dentro do meu ouvido."
"Escovar o cabelo depois do corte… Parece que estão passando lixa na minha cabeça. Meu couro cabeludo é hipersensível."
"Às vezes fico com dor de cabeça em cinco minutos."
Essas são algumas falas de mulheres autistas sobre a experiência de ir a um salão de beleza para cortar ou arrumar o cabelo. E são mulheres que conseguem expressar essas sensações. Há muitas pessoas autistas, muitas crianças autistas, que mal conseguem cortar o cabelo em casa e pouco conseguem se expressar sobre o porquê.
Os relatos que abrem este texto estão no guia "Atendimento PRO: Além da clínica - Como acolher clientes com TEA [Transtorno do Espectro Autista]", lançado pelo Grupo L’Oréal no Brasil e pela PotenCialiDades, uma rede de afinidade e impacto voltada a pessoas com deficiência do grupo L’Oréal.










