Institutos internacionais de direitos humanos, com apoio de parte das lideranças indígenas do povo mura, acionaram órgãos fiscalizadores do mercado de capitais dos EUA e do Canadá para investigar um projeto de exploração de potássio na Amazônia e suspender ações da empresa responsável.
A Potássio do Brasil —pertencente à companhia canadense Forbes & Manhattan e a investidores internacionais e brasileiros— pretende extrair o minério que é a base para fertilizantes usados na agricultura em larga escala.
O projeto tem mais de 16 anos, e prevê a exploração de minas em um território indígena cuja demarcação é analisada pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas). Também está previsto um porto num ponto do rio Madeira, na região de Autazes, leste do Amazonas.
O Cardozo Law Institute in Holocaust and Human Rights, da Escola de Direito da Yeshiva University, em Nova Iorque, levou seu pedido à SEC, enquanto o programa internacional de direitos humanos da Universidade de Toronto acionou a OSC.
Dois pedidos protocolados no dia 5 querem que os órgãos equivalentes à CVM brasileira investiguem a Potássio do Brasil. São a SEC, nos Estados Unidos, e a OSC, no Canadá. Os institutos alegam declarações falsas e omissões relevantes a investidores na captação de recursos no exterior.













