O senador Renan Calheiros (MDB-AL) citou nesta terça-feira (26) a operação da Polícia Federal que investiga transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Banco Master para defender seu projeto de lei que obriga o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) a cobrir os prejuízos de institutos de previdência com a instituição financeira.
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado disse que sua proposta parte do princípio de que os segurados dos regimes próprios de previdência social e complementar não podem ser obrigados a arcar com os prejuízos decorrentes de "irregularidades, ou má gestão, ou roubalheira mesmo por parte de instituições financeiras, como foi o caso do Master".
Na véspera, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, havia criticado indiretamente a proposta de Calheiros. Ele disse que não comentaria propostas em andamento, mas afirmou temer que haja uma distorção do mecanismo do FGC.
"Acho que a gente tem que tomar cuidado para não distorcer o mecanismo. O gestor de pensão, ou de qualquer outro tipo de fundo similar, é um investidor profissional. Ele é pago e remunerado justamente para fazer esse tipo de investimento", afirmou.











